quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Estreia no Teatro Ibérico

Espectáculo "O Corvo" de Alfonso Sastre

ESTREIA

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

CURSO PERMANENTE DE TEATRO NO IBÉRICO

"Os Homens são admitidos no céu
não porque reprimiram ou governaram suas paixões,
mas porque cultivaram suas inteligências"...
William Blake


quinta-feira, 4 de setembro de 2008

sábado, 12 de julho de 2008

Viagem

Aparelhei o barco da ilusão

E reforcei a fé de marinheiro.

Era longe o meu sonho, e traiçoeiro

O mar...

(Só nos é concedida

Esta vida

Que temos;

E é nela que é preciso

Procurar

O velho paraíso

Que perdemos.)

Prestes, larguei a vela

E disse adeus ao cais, à paz tolhida.

Desmedida,

A revolta imensidão

Transforma dia a dia a embarcação

Numa errante sepultura...

Mas corto as ondas sem desanimar.

Em qualquer aventura,

O que importa é partir, não é chegar.

Miguel Torga, Antologia Poética, 5ªed.,Lisbosa, Dom Quixote, 1999

Miguel_Torga_100anos

Miguel Torga é o pseudónimo literário do médico Adolfo Correia da Rocha, nascido em 12 de Agosto de 1907 em S. Martinho de Anta, concelho de Sabrosa, em pleno Douro Vinhateiro. Faleceu em 17 de Janeiro de 1995 em Coimbra e é hoje considerado um dos mais conhecidos autores portugueses do século XX. Várias vezes premiado, nacional e internacionalmente, foram-lhe atribuídos, entre outros, o prémio Diário de Notícias (1969), o Prémio Internacional de Poesia (1977), o prémio Montaigne (1981), o prémio Camões (1989), o Prémio Vida Literária da Associação Portuguesa de Escritores (1992) e o Prémio da Crítica, consagrando a sua obra (1993).

segunda-feira, 9 de junho de 2008

E o Rei estreou...

Após a correria que foi entre montagens, acabamentos e ajustes finais, finalmente estreou.

Para além do típico comentário “gostei muito” , algumas pessoas tiveram diversas reacções que variaram desde risos de satisfação ao comentar a “piada” de cenas específicas até pensamentos filosóficos sobre tudo o que é transitório nessa vida.

Para quem não conhecia esse texto de Eugène Ionesco - “pai” do Teatro do Absurdo juntamente com Samuel Beckett - houve uma surpresa devido o texto ser de uma fase mais realista e menos absurda do autor. É o texto mais niilista dele, ou seja, mostra um cepticismo relativamente aos valores tradicionais, a redução de tudo ao nada.

Falaram da caracterização, da transformação dos actores nas personagens, dos figurinos, dos sons, etc.

Ao observar as pessoas como um todo, senti-me vitorioso e feliz.
Uma letargia apoderou-se de mim. As vozes, que preenchiam o hall do teatro, distanciavam-se e senti-me pairar sobre o espaço. Eu via-me a mim e os outros enquanto deslocava-me entre os seres. Surpreso, concluí que eu ainda devia estar sob os efeitos das emoções da personagem. Um brinde chegou em boa hora e colocou-me novamente com os pés na realidade do momento.

Mais tarde, já em casa, afundei a cabeça no travesseiro e adormeci com um sorriso nos lábios... Missão cumprida.

Que venha o público!

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segunda-feira, 7 de abril de 2008

"O Rei está a Morrer" de Eugène Ionesco

Os preparativos da peça "O Rei está a Morrer" de Eugène Ionesco estão a progredir.

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