Mostrar mensagens com a etiqueta actor. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta actor. Mostrar todas as mensagens

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

CURSO PERMANENTE DE TEATRO NO IBÉRICO

"Os Homens são admitidos no céu
não porque reprimiram ou governaram suas paixões,
mas porque cultivaram suas inteligências"...
William Blake


terça-feira, 13 de novembro de 2007

O que é "Cénico" e as "Artes Cénicas"





Tudo o que um ser humano faz ou pode fazer, diante de uma plateia ou mesmo diante dos amigos próximos, no seu quotidiano é cénico.

As Artes Cénicas são o conjunto das artes performativas onde podemos estudar tudo o que é cénico dentro de padrões estéticos determinados por signos específicos que caracterizam escolas e movimentos artísticos como por exemplo: o Simbolismo, o Naturalismo, o Surrealismo, etc. Enfim, todos os "ismos" de que hoje temos conhecimento, os quais podem ser bem ou mal utilizados - depende do nível de conhecimento de quem os utiliza - no Teatro, no Cinema, na TV e até no Balet através do corpo; com recursos técnicos como luzes, sons, músicas, cenários, figurinos e adereços de cena dos mais primários até os mais sofisticados, tudo em prol da comunicação imediata de ideias, pensamentos e imagens que podem ou não influenciar o público alvo, depende sempre do "saber como" comunicar.

Quando um padre celebra uma missa, um actor interpreta uma personagem, um político discursa, todos estão a fazer algo cénico diante de um público específico. Esses comunicadores estudam ou pelo menos deveriam estudar - salvo excepções que utilizam uma espécie de “instinto nato” ou “dom” para falar em público - a melhor forma de comunicar aos ouvintes suas ideias.

As pessoas podem ser treinadas ou ensaiadas - pelo menos deveriam ser na grande maioria dos casos - para buscar as melhores formas de chamar a atenção de uma assistência.

O bom comunicador/artista deve saber transmitir suas ideias com clareza e veemência, as quais devem estar inseridas na linguagem estética escolhida para o efeito.

Hoje, no teatro, no cinema e nas novelas da TV, a interpretação dos actores é feita de forma naturalista/realista, ou seja, o actor deve acreditar na realidade da vida da personagem, deve ter fé cénica suficiente para dar credibilidade às emoções que “fabrica” diante do público. Essa forma de interpretar surge com grande força nos finais do século XIX, com um grande nome que até hoje ecoa nos ouvidos dos actores: Constantin Stanislavski, um afortunado teatrólogo que, valendo-se da psicologia, desenvolveu um método para o actor criar uma personagem.
É claro que antes de Stanislavski, já havia uma preocupação com a forma de interpretação dos actores. A exemplo disso, temos no século XVIII, um filósofo, crítico de teatro e teatrólogo chamado Denis Diderot que no seu “Paradoxo do Comediante” já questionava se um actor deve sentir verdadeiramente uma personagem ou fingir de um modo cerebral, ou seja actuar de uma forma técnica, fingir as emoções.

O “método de Stanislavski” tornou-se a base para a interpretação de uma personagem a ser seguida por todos os actores, mesmo trabalhando com outras linguagens, formas ou metodologias desenvolvidas por Kusnet
[1], Meyerhold[2], Brecht[3], Grotowski[4], Barba[5] ou Brook[6].
Copyright © 2007 by MarcoARMascarenhas
1] Eugênio Chamanski Kuznetsov (Rússia 1898 - São Paulo SP 1975). Mais destacado ator de formação stanislavskiana no teatro brasileiro, criador de papéis marcantes e emérito professor de uma geração de atores nos anos 60 e 70.
[2] Vsevolod Emilevich Meyerhold (Penza Russia 28 janeiro de 1874 - 2 de fevereiro de 1940). Nome artístico de Karl Kazimir Theodor Meyerhold, conhecido apenas por Meyerhold, um grande ator de teatro e um dos mais importantes diretores e teóricos de teatro da primeira metade do século vinte.
[3] Bertolt Brecht (Augsburg, 10 de Fevereiro de 1898Berlim, 14 de Agosto de 1956) foi um influente dramaturgo, poeta e encenador alemão do século XX.
[4] Jerzy Grotowski (Rzeszów, 11 de agosto de 1933Pontedera, 14 de janeiro de 1999) foi um diretor de teatro polonês e figura central no teatro do século XX, principalmente no teatro experimental ou de vanguarda.
[5] Eugenio Barba (Brindisi, 29 de outubro de 1936) é um diretor de teatro italiano e figura central no teatro mundial, fundador e diretor do Odin Teatret em 1964, uma companhia fundada em Oslo, na Noruega que se muda para Holstebro, em 1966, Dinamarca, uma cidade que tinha à época 18 mil habitantes.
[6] Peter Stephen Paul Brook (Londres, 21 de março de 1925) é diretor de teatro e cinema britânico. Estudou em Oxford.

segunda-feira, 21 de maio de 2007

A Partitura do Actor



No seu livro “Uma Voz para o Ator” a Prof. Eudósia A. Quinteiro designa de Partitura do Actor a todo um trabalho de notação e anotação, feito pelo actor, no texto em que está a trabalhar, para criar uma personagem.


O texto recebido pelo actor vem através da linguagem escrita, ou seja, na chamada “Galáxia de Gutenberg[1]” obedecendo a todos os requisitos que tal veículo de comunicação exige, pois é feito predominantemente para os olhos. Mesmo cientes de que o autor da obra teatral tenha se desdobrado na busca da linguagem oral, o fato é que o texto vem impresso, com a marca de Gutenberg e obedecendo a todo o código da linguagem escrita, com todas as vírgulas, pontos, etc.


Antes de dizer um texto, torna-se necessário adaptá-lo para a linguagem oral, uma vez que a fala tem seus próprios requisitos no acto da comunicação.


Quando falamos, damos vazão ao pensamento, que tem em si uma urgência em completar-se enquanto ideia emitida vocalmente. Nessa necessidade, passam a vigorar outras normas na comunicação, onde nem sempre as vírgulas e pontos coincidem, sendo, portanto, pouco respeitados. O que assume real importância no acto de dizer é a respiração, pois precisamos do combustível do ar para movimentar o aparelho fonador e produzir discurso sonoro. Para falar, é necessário respirar. O acto respiratório passa, então, a ter uma função primordial na arte de falar.



[1] Impressor e inventor alemão, nasceu na última década do século XIV no arcebispado de Mainz, na Alemanha e morreu provavelmente em 1468. A Gutenberg se deve a invenção de um método original de impressão com caracteres móveis. Conhecia a técnica da ourivesaria que aplicou ao fabrico de matrizes e punções tipográficas. Sobre a vida de Gutenberg existem poucos dados. De Mainz mudou-se para Estrasburgo, onde foi polidor de jóias durante 10 anos. Sabe-se que nesta altura se envolveu numa acção em tribunal. O facto de ter sido o inventor da tipografia foi motivo de grande controvérsia, principalmente pela parte de Laurens Coster da Holanda e de Pamfilo Castaldi de Itália. Em 1450, Gutenberg empreende a publicação da Bíblia Latina, que é o mais antigo livro composto em caracteres móveis chegado até nós. Os caracteres móveis foram usados sem grandes alterações durante três séculos.


Copyright © 2002 by MarcoARMascarenhas